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G7 aceita libertar 100 milhões de barris de petróleo e gasóleo após pressão dos EUA

Líderes do G7 acordaram a 2 de outubro uma libertação coordenada via AIE de 100 milhões de barris de crude e gasóleo em quatro meses, com carga frontal substancial de gasóleo em 20 dias, após pressão dos EUA e ameaça de banir exportações de gasóleo, segundo BBC e Reuters. Também comprometeram-se a não impor restrições à exportação de energia entre si.

Líderes do Grupo dos Sete acordaram na sexta-feira, 2 de outubro, libertar 100 milhões de barris de gasóleo e crude das reservas de emergência através da Agência Internacional de Energia, para aliviar um salto nos preços dos combustíveis após pressão dos EUA sobre a Europa, segundo o comunicado do G7 e reportagens da BBC e Reuters.

Libertação em quatro meses, gasóleo primeiro

A libertação coordenada deve começar de imediato e durar quatro meses, com uma “libertação substancial antecipada de gasóleo nos primeiros 20 dias por membros do G7 e parceiros”, diz o comunicado. O presidente francês Emmanuel Macron, que presidiu a uma reunião virtual do G7, disse que a medida deve ajudar a baixar preços de produtos petrolíferos, em especial o gasóleo. A mistura gasóleo/crude por país não foi detalhada no texto público.

Sem vetos de exportação entre parceiros

Membros do G7 comprometeram-se a não impor restrições à exportação de energia entre si — cláusula ligada à ameaça do presidente dos EUA Donald Trump de banir exportações de gasóleo dos EUA se a Europa não tocasse mais nas suas próprias reservas. Após o acordo, Trump disse que um veto à exportação “nunca esteve realmente em cima da mesa” e chamou à libertação europeia “uma grande coisa”, segundo a BBC. O ministro britânico Ed Miliband disse que as medidas ajudariam a estabilizar abastecimentos e proteger famílias e empresas de choques de preços.

Mercado e contexto

O Brent caiu brevemente abaixo de 100 dólares o barril antes de recuperar para cerca de 102 dólares na sexta à noite, notou a BBC. A guerra em torno do Irão tinha desencadeado em março uma libertação de 400 milhões de barris coordenada pela AIE; o diretor executivo Fatih Birol disse que os membros já tinham libertado cerca de dois terços desse pacto, segundo a Reuters. Líderes do G7 disseram também que coordenariam manutenções de refinarias e manteriam sanções à Rússia.

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