Residente de Perm deportado dos EUA recebe 6 anos de prisão por apelos para enforcar Putin
Em 5 de outubro de 2026, The Moscow Times informou que um tribunal militar em Ecaterimburgo condenou Leonid Melekhin, residente de Perm deportado dos Estados Unidos, a seis anos de colônia de regime geral em um processo de «justificação do terrorismo» que incluía um apelo online para enforcar Vladimir Putin.
Em 5 de outubro de 2026, The Moscow Times informou que o Tribunal Militar do Distrito Central em Ecaterimburgo condenou Leonid Melekhin, residente de Perm deportado dos Estados Unidos, a seis anos de colônia de regime geral. Segundo a Mediazona, citada pelo jornal, o juiz Igor Solomko também o proibiu por dois anos de administrar sites e canais. O caso foi julgado sob a acusação de «justificação do terrorismo» e envolvia dois episódios, um deles ligado a uma publicação na internet que pedia o enforcamento de Vladimir Putin.
O que a acusação citou
A Mediazona apurou que a perseguição foi desencadeada por uma postagem no canal de Telegram do ativista de Perm Yuri Bobrov, com fotos de Melekhin em uma passagem de fronteira México–EUA e um cartaz mostrando Putin na forca. O texto do cartaz chamava Putin de «assassino», «fascista» e «usurpador», e incluía o apelo para colocar «o fascista» na forca. Não se sabe a que se refere o segundo episódio. O julgamento começou em 6 de maio e ocorreu a portas fechadas a pedido da promotora Maria Otradnova, que alegou um aumento do «perigo terrorista» na região de Sverdlovsk e a necessidade de não revelar métodos operacionais.
Deportação dos Estados Unidos
Melekhin pediu asilo político nos Estados Unidos no verão de 2024 e foi recusado. Ficou até julho de 2025 na prisão de imigração de San Luis, no Arizona. Seu antigo advogado, Valery Kuznetsov, disse que Melekhin sabia do processo criminal na Rússia e «pediu ele mesmo para voltar». The Moscow Times o situa entre os russos deportados após o endurecimento da política migratória sob a Administração Trump, e afirma que, após o retorno à Rússia, pelo menos dois deportados foram detidos: o ex-militar Artem Vovchenko e Melekhin.
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