Trump anuncia acordo de diesel russo; Tesouro dos EUA alivia sanções até abril
O presidente Trump disse que Vladimir Putin concordou em liberar mais de 4 milhões de toneladas de diesel aos mercados mundiais, e o Tesouro emitiu uma licença temporária que suspende as sanções ao diesel russo até 7 de abril de 2027.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira, 9 de outubro, que o presidente russo Vladimir Putin concordou, num telefonema, em liberar diesel russo “para o mercado americano e global”, informaram BBC, AP e CNBC.
Os volumes anunciados
- mais de 300 mil toneladas imediatamente;
- 500 mil toneladas em novembro;
- 1 milhão de toneladas depois;
- mais 3 milhões de toneladas mais tarde, conforme o estado das refinarias russas, atacadas por drones ucranianos.
Pouco depois, o escritório de sanções do Tesouro (OFAC) emitiu uma licença geral temporária que permite o fornecimento de diesel russo ao mercado global até 7 de abril de 2027. O vice-primeiro-ministro russo Alexander Novak disse à TASS que Moscou vai suspender antecipadamente suas próprias restrições à exportação de diesel. A declaração de Putin confirmou a disposição de fornecer petróleo e derivados, sem números.
Por que importa
Os preços do diesel dispararam com a guerra com o Irã e os ataques a refinarias. A média nos EUA era de US$ 6,28 por galão, segundo a AAA (citada pela BBC), pouco abaixo do recorde de US$ 6,53 no fim de setembro. Alguns analistas duvidam do efeito: Tim Armitage, da Quilter Cheviot, disse à BBC que a primeira parcela equivale a cerca de 2,25 milhões de barris, contra um consumo diário americano de cerca de 3,8 milhões, e por isso “não fará diferença material” nas bombas.
A medida inverte a política recente: o Congresso acabara de aprovar, e Trump sancionou, uma lei que autoriza sanções a compradores de petróleo e gás russos. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky chamou o acordo de presente para Putin.
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