Míssil atinge aeroporto de Riad e mata 12, ferindo mais de 300; Trump avalia aderir a ataques contra os houthis
Segundo autoridades sauditas, o ataque de sábado ao aeroporto internacional Rei Khalid foi o mais letal num país árabe do Golfo desde o início da guerra com o Irã; um cidadão americano está entre os mortos.
Um míssil atingiu no sábado, 10 de outubro, o complexo de terminais domésticos (3 e 4) do aeroporto internacional Rei Khalid, em Riad. As autoridades de aviação civil sauditas informaram na madrugada de domingo 12 mortos e mais de 300 feridos, alguns em estado grave, segundo a AP. Um cidadão americano está entre os mortos.
A AP classificou o ataque como o mais letal num país árabe do Golfo desde o início da guerra com o Irã. Os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, haviam reivindicado ataques anteriores ao aeroporto nesta semana, que mataram três sauditas, incluindo um piloto, e danificaram três aviões; não houve reivindicação imediata pelo de sábado.
Escalada no Iêmen
Os ataques seguem uma grande ofensiva lançada há cerca de uma semana pela coalizão liderada pela Arábia Saudita contra os houthis, que haviam avançado na costa do mar Vermelho. Os houthis acusaram Riad de bombardear o aeroporto de Sanaa no sábado.
Questionado se os EUA vão se juntar aos ataques sauditas, o presidente Donald Trump disse: “Talvez. Vamos analisar.”
Voos afetados
As operações foram suspensas; o FlightAware contou ao menos 291 cancelamentos em 24 horas, e EUA, Reino Unido, Alemanha, Austrália e Canadá pediram aos cidadãos que evitem o aeroporto. Air India, flydubai, Grupo Lufthansa e PIA já haviam suspendido alguns voos para a Arábia Saudita.
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