Dólar segue perto da máxima de 18 meses à espera da inflação dos EUA na quarta-feira
O índice do dólar ficou perto de 102 na segunda-feira, junto ao pico de 18 meses da semana passada; Oriente Médio e o CPI de quarta-feira dominam a semana, e operadores veem 81% de chance de o Fed manter os juros em outubro.
O dólar americano ficou perto do nível mais forte em um ano e meio no pregão asiático desta segunda-feira, 12 de outubro, informou a Reuters, enquanto investidores avaliavam a escalada no Oriente Médio e aguardavam dados-chave de inflação nos EUA.
Os números
- O índice do dólar recuou levemente para 102,14, não muito longe do pico de 18 meses atingido na semana passada. O volume foi baixo porque os mercados japoneses fecharam por feriado.
- O Brent caiu 1%, para US$ 103,55 por barril, depois de oscilar entre altas e baixas. Ataques dos houthis à Arábia Saudita e a dois petroleiros puxaram os preços para cima; o anúncio do presidente Donald Trump de um “cessar-fogo energético” entre Rússia e Ucrânia puxou para baixo.
- O euro subiu levemente, para cerca de US$ 1,121, após cinco semanas seguidas de perdas, pressionado pela preocupação com as contas públicas da França antes da eleição presidencial de 2027.
Por que o CPI importa
O índice de preços ao consumidor de quarta-feira é um dos últimos grandes indicadores antes da reunião do Federal Reserve no fim de outubro. O Fed elevou os juros em setembro pela primeira vez desde 2023. Segundo a ferramenta CME FedWatch, operadores agora atribuem 81% de chance de o Fed manter os juros neste mês, contra 51% um mês atrás.
Analistas do Barclays disseram que a alta do dólar pode dar uma pausa: as fortes vendas de títulos apertaram as condições financeiras, o que pode levar o Fed a um tom mais tranquilizador, sobretudo se a inflação vier mais branda.
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