ONU: baixas civis na Ucrânia seguem em nível recorde, 85% acima de um ano antes em setembro
A Missão de Monitoramento de Direitos Humanos da ONU na Ucrânia verificou ao menos 328 civis mortos e 2.105 feridos em setembro, 85% a mais que em setembro de 2025, e disse que o início de outubro foi um dos períodos mais mortais em anos, com a intensificação dos ataques russos à energia.
A Missão de Monitoramento de Direitos Humanos da ONU na Ucrânia (HRMMU) disse na sexta-feira, 16 de outubro, que a intensificação dos ataques russos mantém as baixas civis de 2026 muito acima dos níveis verificados em anos anteriores e alertou que ataques repetidos à infraestrutura energética ameaçam aprofundar o sofrimento com a chegada do inverno.
Números de setembro
- A HRMMU verificou ao menos 328 civis mortos e 2.105 feridos em setembro — 85% mais mortos e feridos que em setembro de 2025 (249 mortos, 1.068 feridos).
- Houve vítimas em 22 regiões e na cidade de Kiev, com números especialmente altos em Kiev, Kherson, Kharkiv, Sumy e Zaporizhzhia. Em Kiev, houve vítimas civis em 22 de 30 dias, com mais frequência do que em qualquer mês desde o início da invasão em larga escala.
- O total inclui 18 mortos e 44 feridos em território ocupado pela Rússia; segundo a missão, o número real ali provavelmente é bem maior por falta de acesso.
Outubro e a campanha contra a energia
- “As duas primeiras semanas de outubro estiveram entre os períodos mais mortais para civis em anos”, disse a chefe da HRMMU, Danielle Bell. A missão citou um ataque a Pryluky em 6 e 7 de outubro que matou 22 civis e feriu 45.
- Ataques russos em 13 e 14 de outubro atingiram instalações de energia, incluindo as três principais usinas de Kiev, deixando temporariamente 600 mil pessoas sem eletricidade na capital, segundo autoridades ucranianas.
- O relatório também observa que as Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia relataram 82 ataques a infraestrutura energética em território ocupado e na Rússia.
No mesmo dia, a AP informou que ataques russos a nove regiões ucranianas deixaram centenas de milhares de domicílios sem energia e feriram ao menos 15 pessoas, segundo autoridades.
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