Mísseis hutis atingem campo de treino no Iémen e matam pelo menos 18 recrutas
Autoridades iemenitas e fontes médicas disseram em 19 de outubro que pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas quando os hutis lançaram três mísseis balísticos contra o campo militar al-Alam em Shabwa durante um exercício; o vice-governador situou o total de baixas em cerca de 40.
Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas na segunda-feira, 19 de outubro, quando forças hutis lançaram três mísseis balísticos contra o campo de treino militar al-Alam na província iemenita de Shabwa durante um exercício, segundo autoridades iemenitas e fontes médicas citadas pela Al Jazeera. O vice-governador de Shabwa disse que houve cerca de 40 baixas no total, sem discriminar mortos e feridos.
Onde e como ocorreu o ataque
Um porta-voz das forças do governo iemenita disse que os mísseis atingiram um centro de treino para recrutas das forças de segurança e da polícia no distrito de Jardan, em Shabwa, informou a agência Anadolu. O campo albergava novos recrutas em formação antes de entrarem nas forças de segurança. Rashad al-Alimi, chefe do Conselho Presidencial de Liderança do Iémen, disse que os mortos eram novos recrutas e prometeu uma «resposta firme». Acusou os hutis de recorrerem a «ataques terroristas quando estão sob pressão».
Reivindicação huti e combates mais amplos
O correspondente da Al Jazeera em Sanaa disse que os hutis reivindicaram o ataque, descrevendo o alvo como uma base militar «apoiada pela Arábia Saudita» e afirmando que continuarão a atacar locais com presença militar saudita. O ataque ocorre num momento em que os combates se intensificaram desde que os hutis tomaram no mês passado território estratégico na costa do mar Vermelho. As forças governamentais, apoiadas pela Arábia Saudita, lançaram uma contraofensiva e a operação «Aurora do Iémen» para recuperar território controlado pelos hutis, incluindo a capital Sanaa, tomada pelo grupo alinhado com o Irão em 2014.
Contexto
O Iémen está em guerra desde 2014. Mais cedo na segunda-feira, as forças governamentais disseram ter atacado concentrações, veículos e armas hutis a sul de Taiz, cidade que enfrenta escassez de combustível e preços em alta. Não há, por enquanto, verificação independente das cifras de baixas para além das fontes oficiais e médicas citadas pela Al Jazeera e pela Anadolu.
Também disponível em: EnglishСаха тылаРусскийEspañol中文العربية