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França mantém recolher obrigatório em Paris e Lyon "o tempo que for necessário" após motins; 2.400 detidos e Parlamento abre inquérito

O recolher obrigatório trouxe ao centro de Paris a primeira noite calma desde os motins do fim de semana contra o custo de vida. Cerca de 2.400 pessoas foram detidas, 149 presas, e a Assembleia Nacional e o Senado abriram inquéritos sobre a violência e a atuação policial.

Novos recolheres obrigatórios noturnos foram impostos nos centros de Paris e Lyon na terça-feira, 20 de outubro, após a primeira noite calma desde os motins mais destrutivos em França em anos, noticiou a Associated Press. A polícia de Paris disse que o recolher em duas zonas, em torno da Place de la République e do bairro comercial de Les Halles, restaurou a “paz pública” e se manterá “o tempo que for necessário”. Lyon renovou o recolher no centro das 21h às 6h, e Marselha impôs um para menores desacompanhados.

Detenções e tribunais

Pelo menos 2.400 pessoas foram detidas desde que os protestos contra o aumento do custo de vida e as más condições nas escolas degeneraram, no sábado, 17 de outubro, em fogos, pilhagens e confrontos. O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, disse que 149 pessoas estavam presas ao meio-dia de terça-feira e mais de 800 tinham sido presentes ao Ministério Público, prometendo uma resposta “extremamente firme”. Foi detido um suspeito do incêndio que danificou a histórica Câmara Municipal de Limoges. As autoridades francesas atribuem a violência a grupos de extrema-esquerda e a saqueadores oportunistas.

Sábado e o inquérito

Sindicatos estudantis e grupos dos “coletes amarelos” convocaram novas manifestações para sábado. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, disse na Assembleia Nacional que o dispositivo de segurança será “massivo”, e militares da Operação Sentinelle guardarão locais sensíveis para libertar a polícia. A presidente da Assembleia, Yaël Braun-Pivet, anunciou um inquérito à violência e à estratégia policial, com conclusões até ao fim do ano; a comissão de leis do Senado anunciou o seu próprio inquérito aos acontecimentos de 17 e 18 de outubro.

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