Rússia dispara 21 mísseis balísticos contra Kiev horas depois de Putin aceitar "em princípio" retomar negociações
Os ataques russos noturnos contra Kiev mataram pelo menos duas pessoas e feriram 22, incluindo quatro crianças, horas depois de o Kremlin dizer que Putin aceitara em princípio novas negociações tripartidas com a Ucrânia e os EUA após 10 de novembro. Zelensky disse que o ataque mostra que a posição de Moscovo não mudou realmente.
A Rússia atacou Kiev durante a noite de quinta-feira, 22 de outubro, com mísseis balísticos e drones, matando pelo menos duas pessoas e ferindo 22, incluindo quatro crianças, segundo o The Guardian. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a Rússia disparou 21 mísseis em três vagas.
Alvos atingidos
Entre os alvos estiveram a ponte sul sobre o Dnipro, casas, infraestruturas energéticas, uma estação de ambulâncias, edifícios de escritórios e um mosteiro, segundo o The Guardian. Doze regiões foram atingidas, incluindo Odessa, cujo porto ficou muito danificado.
Negociações anunciadas no mesmo dia
O ataque ocorreu horas depois de o assessor do Kremlin Yuri Ushakov afirmar na quarta-feira que Vladimir Putin aceitara “em princípio” retomar as negociações tripartidas com a Ucrânia e os Estados Unidos após 10 de novembro, depois de se reunir com o enviado norte-americano Steve Witkoff em São Petersburgo. Ushakov acrescentou que as novas “nuances” trazidas das conversações de Oslo “não nos satisfazem inteiramente”, segundo a Reuters.
“Quase imediatamente após mais uma ronda de conversações, a Rússia lançou um ataque deliberado. Isto significa que não houve uma mudança real na sua atitude”, disse Zelensky, que pediu mais defesa aérea, intercetores Patriot e sanções. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, afirmou que “apaziguamento, servilismo e bajulação” não vão travar a agressão russa.
A Rússia disse que a Ucrânia lançou 630 drones em direção a Moscovo durante a noite, segundo a Reuters. As partes trocaram também corpos de soldados mortos: Moscovo entregou 252 e a Ucrânia 25, segundo a agência estatal bielorrussa Belta.
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