Sérvia vai a votos no domingo: o SNS de Vučić contra uma lista estudantil nascida de dois anos de protestos
Os 6,5 milhões de eleitores da Sérvia escolhem a 25 de outubro um novo parlamento de 250 lugares. Aleksandar Vučić demitiu-se de Presidente para liderar a lista do SNS no poder contra a Lista Estudantil, nascida dos protestos após o colapso da cobertura de Novi Sad em 2024; as sondagens contradizem-se e observadores temem um resultado contestado.
Os 6,5 milhões de eleitores da Sérvia vão às urnas no domingo, 25 de outubro, numas legislativas que o The Guardian considera decisivas, marcadas por agitação e denúncias de irregularidades. Na quarta-feira, estudantes que marcharam de cidades de todo o país reuniram-se em Belgrado, enquanto Aleksandar Vučić fazia um comício no sul, segundo a AP.
Quem concorre
Aleksandar Vučić, que domina a política sérvia há 14 anos, demitiu-se de Presidente para encabeçar a lista “Sérvia Unida” do seu Partido Progressista Sérvio (SNS), no poder, com o objetivo de ser primeiro-ministro. O principal rival é a Lista Estudantil, uma coligação descentralizada liderada por estudantes e sem um líder único, nascida dos protestos após o colapso, em novembro de 2024, da cobertura da estação ferroviária de Novi Sad, que matou 16 pessoas.
A campanha foi também marcada pelo funeral com honras militares, no mês passado em Belgrado, do general Ratko Mladić, condenado pelo tribunal da ONU por crimes que incluem o genocídio de Srebrenica, notou o The Guardian. Os partidos tradicionais da oposição encolheram e um partido nacionalista retirou-se no meio de acusações de influência russa.
Resultado incerto
As sondagens contradizem-se: umas dão vantagem ao SNS, outras à Lista Estudantil e outras um empate. A maioria exige 126 dos 250 lugares. O The Guardian cita preocupações com manipulação dos cadernos eleitorais e pressão sobre ativistas, o que aumenta o risco de contestação. As assembleias abrem das 7:00 às 20:00, hora local; as primeiras projeções independentes são esperadas a partir das 21:00. A Sérvia é candidata à UE e equilibra laços com o Ocidente, a Rússia e a China.
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