Banco da Rússia mantém taxa básica em 14% e eleva previsão de inflação para 2026 a 7,1–7,6%
O banco central russo manteve a taxa básica em 14% a 23 de outubro, apontando pressões de preços e expectativas de inflação elevadas. Prevê agora inflação anual de 7,1–7,6% no fim de 2026, enquanto as Finanças estimam um défice orçamental de 7,3 biliões de rublos.
O Banco da Rússia manteve a taxa básica em 14,00% na reunião do conselho de 23 de outubro, considerando que as pressões de preços continuam elevadas e as expectativas de inflação altas.
O que disse o banco central
Segundo o regulador, o crescimento dos preços com ajuste sazonal atingiu em média 8,0% anualizados no terceiro trimestre, contra 4,8% no segundo, e a inflação subjacente subiu para 6,2%. O combustível foi uma componente volátil importante. A inflação anual era de 6,8% a 19 de outubro e deverá ficar em 7,1–7,6% no fim de 2026. As expectativas de famílias e empresas continuam perto de máximos de dois anos. O cenário base prevê taxa média de 12,5–13,5% em 2027 e o regresso da inflação à meta de 4% nesse ano. A próxima reunião é a 18 de dezembro.
Pressão orçamental
A decisão surge com a deterioração das finanças públicas. O Kommersant noticiou que o Ministério das Finanças prevê agora um défice federal de 7,3 biliões de rublos (3,2% do PIB) em 2026, contra 3,8 biliões planeados, porque a despesa está 4,5 biliões acima do orçamentado e as receitas de petróleo e gás 1,3 biliões abaixo. Essas receitas caíram 17,2% em termos homólogos entre janeiro e setembro.
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