Brent caminha para maior queda semanal desde 2020 com esperança de distensão com o Irã
O Brent fechou a sexta-feira a US$ 98,32 e caminha para queda semanal de cerca de 17%, a maior desde o início da pandemia, com apostas de que o resultado das eleições de meio de mandato reduz o risco de nova guerra com o Irã.
O petróleo encerrou uma semana histórica na sexta-feira, 6 de novembro: o Brent para janeiro fechou a US$ 98,32 o barril (+3 centavos) e o WTI americano a US$ 90,83 (+31 centavos), informou a Reuters.
A semana em números
- O Brent caminhava para queda semanal de 17%, a maior em percentual desde o início da pandemia de COVID e a maior em termos absolutos nos dados da LSEG desde 1988.
- O WTI, para recuo de 13%.
- Ainda assim, o petróleo segue cerca de 64% acima do início de 2026, e o gás quase triplica o nível de janeiro, segundo a Reuters.
Por que caiu e por que subiu
Investidores viram a vitória democrata no Congresso como aumento das chances de distensão na guerra com o Irã. Os prêmios spot dos petróleos do Oriente Médio voltaram a níveis pré-conflito.
Os preços subiram levemente no fim da sexta depois que o presidente Donald Trump disse que decidirá em breve se busca um acordo de paz com o Irã ou “destruir o que resta” do país, e após novos ataques a petroleiros no Golfo e no Estreito de Ormuz. O analista da Rystad Janiv Shah disse que o mercado está “afrouxando rumo a um excesso de oferta”.
Analistas citados pela Reuters alertam que a energia cara pode manter a inflação alta mesmo com crescimento mais fraco.
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