Rascunho de lei de segurança de IA da Anthropic permitiria a um juiz barrar modelo com risco iminente de mais de 50 mortes ou US$ 1 bilhão em danos
Segundo o POLITICO, a Anthropic tem mostrado a parlamentares um rascunho de lei federal pelo qual o Departamento de Comércio poderia pedir a um juiz federal em Washington que suspendesse o lançamento de um modelo de IA de ponta em cenários de risco catastrófico bem delimitados. A Anthropic confirmou o rascunho.
A Anthropic tem circulado entre parlamentares seu próprio rascunho de lei federal de segurança de IA, informou o POLITICO, e a empresa confirmou o documento. Em 21 de outubro de 2026, o POLITICO publicou uma continuação explicando por que o texto fixa o limite de danos em US$ 1 bilhão.
Pontos principais (segundo as reportagens)
- O lançamento de um modelo só poderia ser bloqueado diante de um “risco previsível e iminente” de mais de 50 mortes ou ferimentos graves ou de mais de US$ 1 bilhão em danos materiais.
- Esse risco deve vir de uma arma biológica, de um ataque cibernético ou de o modelo escapar dos controles de seu desenvolvedor.
- As avaliações ficariam a cargo de avaliadores independentes registrados no Departamento de Comércio dos EUA. Segundo o POLITICO, eles poderiam ser pagos pelos próprios laboratórios, desde que o pagamento não dependa dos resultados.
- Ao identificar um risco catastrófico iminente, teriam 72 horas para alertar o Comércio, que então pediria a um juiz federal em Washington, D.C. a suspensão do lançamento. Nenhuma agência federal poderia barrar um modelo por conta própria.
Contexto
O TechCrunch observou que os números de 50 mortes e US$ 1 bilhão lembram a definição de “risco catastrófico” da recente lei californiana SB 53. Um porta-voz da Anthropic disse ao POLITICO que o projeto reflete o Advanced AI Framework da empresa, que ela afirma promover junto a legisladores federais e estaduais desde junho.
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