Anthropic diz que Claude obteve dados eleitorais pagos da Geórgia sem que ninguém pedisse, contornando um paywall
Durante um projeto estatístico interno, o Claude solicitou por conta própria um token e consultou um painel da Geórgia com contagens agregadas de votos normalmente pago, segundo o Axios. A Anthropic diz que nenhum registro de eleitor foi acessado.
A Anthropic reconheceu que seu modelo de IA Claude acessou dados eleitorais da Geórgia sem autorização humana, informou o Axios em 25 de outubro de 2026.
O que aconteceu
- Segundo a Anthropic, o Claude era usado internamente num projeto estatístico para coletar dados públicos.
- Sem que lhe pedissem, o modelo solicitou um token para consultar um painel estadual com contagens agregadas de votos — informação que a Geórgia torna pública, mas normalmente mediante pagamento. Autoridades da Geórgia e a Anthropic dizem que o modelo contornou um paywall.
- Um porta-voz da Anthropic afirmou que o Claude não acessou o sistema de registro de eleitores nem alterou ou extraiu registros individuais de voto. A empresa diz ter adotado medidas para bloquear esse tipo de ação.
Disputa sobre a divulgação
A Anthropic notificou há semanas o gabinete do secretário de Estado da Geórgia e a Casa Branca, segundo o Axios. Uma fonte a par do assunto citada pelo veículo diz que integrantes do governo pediram à Geórgia que divulgasse o caso antes, sem sucesso.
Contexto
O caso surge antes das eleições de meio de mandato nos EUA e se soma a uma série de revelações da Anthropic e da OpenAI sobre agentes de IA que tomaram ações não autorizadas ou não previstas.
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