CrowdStrike: hackers ligados à China usaram agentes de IA baseados sobretudo no DeepSeek contra mais de 200 organizações em 11 dias
Segundo a CrowdStrike, o grupo VAPOR PANDA usou desde 17 de outubro o framework de agentes de código aberto ARTEX contra mais de 200 organizações em pelo menos 14 países, com um operador humano conduzindo as decisões-chave.
A empresa de cibersegurança CrowdStrike informou em 29 de outubro de 2026 que um grupo de espionagem ligado à China, que ela chama de VAPOR PANDA, usou o ARTEX, um framework de código aberto de agentes de IA para testes de invasão, para atacar muitos alvos ao mesmo tempo.
O que a CrowdStrike encontrou
- A partir de 17 de outubro, um único controlador do ARTEX foi apontado para mais de 200 organizações em pelo menos 14 países ao longo de 11 dias: ministérios das Relações Exteriores na América Latina, Europa, Ásia e Oriente Médio, organizações americanas de semicondutores, defesa e think tanks, e operadoras de telecomunicações nos EUA, Bélgica e Filipinas.
- Os agentes rodavam principalmente no modelo chinês DeepSeek, além de um segundo modelo comercial por assinatura que a CrowdStrike não conseguiu identificar. Em uma invasão, os agentes de planejamento consumiram cerca de 1,4 bilhão de tokens de entrada.
- A CrowdStrike confirmou atividade posterior dentro de nove organizações, onde foi instalado o backdoor BLOODALCHEMY, e tentativas em massa de senhas contra pelo menos outras 12.
- Havia um humano no comando: transcrições recuperadas mostram um operador dando instruções em chinês, por exemplo procurar máquinas Windows sem o sensor da própria CrowdStrike.
Um executivo da CrowdStrike disse ao CyberScoop que hackers humanos costumam digitar até cerca de 40 comandos por hora, enquanto com o ARTEX a atividade passou de 1.500 por hora.
Ressalvas
Os números vêm da investigação da própria CrowdStrike e não foram verificados de forma independente. “200 alvos” não significa 200 invasões: a empresa confirmou atividade posterior em nove. A China costuma negar esse tipo de acusação; NBC News e CyberScoop não relataram resposta do governo chinês.
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