Pequeno estudo de Vanderbilt: o antidiabético empagliflozina reduziu aglomerados inflamatórios de células do sangue em mulheres com obesidade
Em 16 mulheres com obesidade e pré-diabetes, três meses do inibidor de SGLT2 empagliflozina reduziram os agregados monócito-plaqueta, ligados à inflamação vascular, o que não se viu num grupo com dieta hipocalórica. O piloto foi pequeno e mediu marcadores, não infartos.
Pesquisadores do Vanderbilt University Medical Center relatam na revista Circulation que um inibidor de SGLT2 — classe de antidiabéticos já conhecida por baixar glicose e peso e proteger coração e rins — também altera as células imunes em pessoas. Os resultados foram anunciados em 6 de outubro de 2026.
O estudo
- 16 mulheres com obesidade e pré-diabetes tomaram empagliflozina por três meses; as medições foram feitas no início, em duas semanas e em três meses.
- Um grupo de comparação de mulheres seguiu uma dieta de baixa caloria por três meses.
- Com sequenciamento genético e imagens celulares, a equipe encontrou queda significativa dos agregados monócito-plaqueta (AMP) — aglomerados de plaquetas grudadas em monócitos, células imunes —, que se acredita alimentarem a inflamação vascular.
- A queda apareceu em duas semanas e aumentou na semana 12; só ocorreu no grupo do remédio, o que os autores interpretam como efeito além da perda de peso.
- Os monócitos também passaram de um estado hiperinflamatório para um estado metabólico mais estável.
“Este estudo fornece a primeira evidência direta de que inibidores de SGLT2 alteram células imunes humanas”, disse a pesquisadora principal Mona Mashayekhi.
Limitações
- Um piloto muito pequeno, só com mulheres e com um grupo de dieta como comparação, não um ensaio randomizado com placebo.
- Mediu marcadores no sangue, não infartos, AVCs ou outros desfechos clínicos.
- Vanderbilt está recrutando um ensaio randomizado e controlado por placebo com 74 pessoas com obesidade e síndrome metabólica.
A empagliflozina é um medicamento com receita; qualquer mudança de tratamento deve ser conversada com o médico.
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