Crianças cujas mães tomaram vacina de mRNA contra a COVID na gravidez se desenvolveram como os pares não expostos, aponta estudo no JAMA Pediatrics
Uma coorte multicêntrica dos EUA com 434 crianças pareadas de 18 a 30 meses encontrou pontuações equivalentes no rastreamento do desenvolvimento e nenhuma diferença em medidas de autismo ou comportamento.
Crianças cujas mães receberam uma vacina de mRNA contra a COVID-19 durante a gravidez ou pouco antes mostraram neurodesenvolvimento equivalente aos 18–30 meses em comparação com filhos de mães não vacinadas, segundo estudo publicado no JAMA Pediatrics em 2 de novembro de 2026. Os resultados foram apresentados em fevereiro de 2026 no congresso da Society for Maternal-Fetal Medicine; esta é a publicação revisada por pares.
O estudo
- Desenho: coorte observacional prospectiva multicêntrica numa rede norte-americana de medicina materno-fetal financiada pelos NIH, liderada por Brenna L. Hughes (Universidade Duke).
- Exposição: ao menos uma dose de vacina de mRNA na gravidez ou nos 30 dias anteriores. Mães expostas e não expostas foram pareadas por data e local do parto, plano de saúde e raça — 217 pares (434 crianças). Prematuros, gêmeos e malformações congênitas graves foram excluídos.
- Desfecho primário: pontuação total do questionário ASQ-3, com equivalência definida como diferença de até 10 pontos.
Resultados
As medianas do ASQ-3 foram 255 (expostos) e 260 (não expostos), diferença mediana de −3,4, dentro da margem de equivalência. Medidas secundárias — domínios do ASQ-3, Child Behavior Checklist, um questionário de rastreamento de autismo e um de temperamento — não mostraram diferenças significativas. Os autores dizem que os achados apoiam a recomendação de vacinação com mRNA na gravidez.
Limitações
Não é um ensaio randomizado: famílias vacinadas e não vacinadas podem diferir em aspectos não pareados (por exemplo, as mães expostas eram mais vezes primíparas e seus filhos mais vacinados). O ASQ-3 e os demais instrumentos são questionários de rastreamento, não diagnósticos clínicos; a amostra é modesta; prematuros foram excluídos e o acompanhamento terminou por volta dos 2 anos e meio. Converse com seu médico sobre vacinação na gravidez.
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