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Via Montenapoleone, em Milão, esvazia as montras com lojas de luxo a temer novos distúrbios

Após dois dias de protestos e saques, a maioria das lojas de luxo da Via Montenapoleone, em Milão, retirou a mercadoria das montras, o comércio fechou mais cedo e o governo italiano preparou o envio de 500 militares.

A rua de compras de luxo mais famosa de Milão estava invulgarmente vazia na segunda-feira, 19 de outubro. A maioria das lojas da Via Montenapoleone, onde estão marcas como Chanel, Tiffany e Dior, retirou a mercadoria das montras por precaução enquanto a polícia patrulhava e alguns turistas observavam, noticiou a Reuters.

Fim de semana de saques

Várias centenas de manifestantes encapuzados, muitos deles alegadamente menores, incendiaram contentores e saquearam lojas no centro de Milão durante o fim de semana, após uma manifestação inicialmente pacífica no sábado contra os maus serviços públicos e o aumento do custo de vida. Entre as lojas saqueadas estavam as cadeias desportivas Decathlon e Arc’teryx e uma loja da Vodafone, segundo imagens de televisão citadas pela Reuters. Marcas como Levi’s e Under Armour cobriram as montras com cartão e painéis de madeira, e as lojas do centro fecharam mais cedo na segunda-feira.

A polícia disse que 271 jovens foram retidos durante os distúrbios de domingo; 32 foram detidos, incluindo 23 menores.

Tropas para a capital da moda

O vice-primeiro-ministro Matteo Salvini disse que o governo enviará 500 militares para “defender Milão”. A ANSA noticiou que o conselho de ministros aprovaria na terça-feira o destacamento, com poderes policiais, num pacote de segurança. A primeira-ministra Giorgia Meloni condenou a violência, e o Corriere della Sera noticiou que estão a ser estudadas medidas contra gangues juvenis.

Os distúrbios fazem eco dos violentos protestos contra o custo de vida em França. A BoF noticiou ainda que a plataforma de segunda mão Vinted enfrentou um afluxo de artigos alegadamente saqueados após os tumultos franceses; um porta-voz disse que a empresa “tomou medidas imediatas para identificar e remover anúncios ligados aos saques”.

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