Ações da Ferragamo caem após recuo das vendas do terceiro trimestre por cortes no grossista e fraqueza na Ásia
A Salvatore Ferragamo registou receitas de 207 milhões de euros no terceiro trimestre, menos 3,5% a câmbios constantes, com a forte queda do grossista e a fraca procura na Ásia a anular o crescimento na América do Norte e na Europa. As ações caíram cerca de 5,5% em Milão.
A casa de luxo italiana Salvatore Ferragamo informou na noite de terça-feira, 20 de outubro, que as receitas do terceiro trimestre caíram para 207 milhões de euros, menos 3,5% a câmbios constantes (cerca de 6% a câmbios correntes), segundo a Reuters e o comunicado da empresa. As ações caíram cerca de 5,5% em Milão na quarta-feira, noticiou a Investing.com.
Grossista pesa, lojas aguentam
As vendas por grosso caíram 19,1% no trimestre, o que a empresa associa a uma distribuição mais seletiva. As vendas nas lojas próprias e online ficaram praticamente estáveis, com crescimento na América do Norte e na Europa a compensar a fraqueza na Ásia, sobretudo na China. Nos primeiros nove meses, as receitas foram de 675 milhões de euros, contra 695 milhões um ano antes.
Cautela para o Natal
Na chamada com analistas, o administrador Ernesto Greco disse que o abrandamento do setor no terceiro trimestre se deve tanto a fatores temporários como a outros que podem durar mais. Afirmou que outubro está ligeiramente pior do que há um ano mas melhor do que setembro, e que é difícil dizer se as previsões de receitas dos analistas serão cumpridas, pois muito depende das vendas de Natal, segundo a Investing.com.
A Ferragamo está em plena reestruturação centrada nas vendas a preço cheio e numa rede grossista mais enxuta.
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