Luxo arrefece na China, mas marcas continuam a subir preços na Coreia do Sul: Chanel, pelo menos quatro vezes este ano
Os resultados do terceiro trimestre de LVMH, Hermès, Kering e Prada apontam para procura chinesa fraca, nota o Chosun Biz. Mas na Coreia do Sul as casas de luxo continuam a subir preços: a Chanel fê-lo pelo menos quatro vezes em 2026, apesar da valorização do won.
Os maiores grupos de luxo do mundo atribuíram à fraca procura chinesa o abrandamento do terceiro trimestre, escreve o Chosun Biz numa análise dos resultados de LVMH, Hermès, Kering e Prada. A desvalorização de ativos com a crise imobiliária e bolsista e a pressão fiscal sobre os ricos mantêm os compradores chineses cautelosos.
Os números
A receita da LVMH no terceiro trimestre foi de 18,5 mil milhões de euros, mais 1%, mas a divisão de moda e marroquinaria caiu 5%, para 8,2 mil milhões, pior do que o esperado. A Hermès cresceu 4,3% a câmbios constantes, abaixo do consenso, e a divisão de vestuário e acessórios recuou 2%. A Gucci caiu 6%, para 1,29 mil milhões. Segundo a Bloomberg Opinion (via FashionNetwork), as vendas nos EUA, que compensavam, também abrandaram.
A Coreia vai no sentido oposto
O diretor financeiro da LVMH disse que o grupo não prevê “medidas ousadas” como cortes de preços, que poderiam prejudicar o apelo das marcas. Na Coreia do Sul os preços continuam a subir: a Chanel aumentou-os pelo menos quatro vezes este ano. Em julho, a Classic Flap Bag Medium passou de 17,9 para 18,8 milhões de wons, e em abril a pequena Chanel 25 ultrapassou pela primeira vez os 10 milhões de wons, embora o won se tenha valorizado para cerca de 1.320 por dólar, o nível mais forte em cerca de dois anos.
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