Protestos de trabalhadores têxteis em Bangladesh fecham mais fábricas; eles pedem salário mais que dobrado
Novos protestos perto de Daca na quinta-feira levaram mais de 100 fábricas em Ashulia a parar, apesar da promessa de nova escala salarial a partir de dezembro; trabalhadores querem o mínimo de 30.000 takas, ante 12.500.
Trabalhadores do vestuário de Bangladesh fizeram novos protestos na quinta-feira, 5 de novembro, forçando fábricas a parar, mesmo após o conselho salarial prometer uma nova estrutura de remuneração, informou a Reuters (republicado pela BoF).
O que aconteceu
- Os protestos começaram no sábado e já fecharam centenas de fábricas.
- Na quinta, em Ashulia, grande polo industrial nos arredores de Daca, trabalhadores chegaram cedo, mas depois saíram e bloquearam uma rodovia, exigindo anúncio claro sobre o reajuste.
- Mais de 100 fábricas na área suspenderam operações; mais policiais e guardas de fronteira foram enviados.
A disputa salarial
O conselho salarial concordou na quarta em adotar nova estrutura a partir de dezembro, com o primeiro pagamento em janeiro, mas ainda não definiu o valor. Os trabalhadores pedem elevar o mínimo mensal para 30.000 takas (cerca de US$ 241,55), ante 12.500, citando alta de alimentos, moradia e transporte.
Por que importa para a moda
Bangladesh é o segundo maior exportador de roupas do mundo, atrás da China. O setor emprega cerca de 4 milhões de pessoas, gera mais de 80% das receitas de exportação e abastece marcas como H&M, Inditex (Zara) e Walmart. Fabricantes alertam para atrasos na alta temporada de pedidos.
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