Rendimentos dos Treasuries dos EUA ultrapassam 5% com dados fortes e apostas em alta da Fed; hipotecas acima de 7%
Exceto o título a dois anos, os rendimentos da dívida dos EUA negociaram acima de 5% após a expansão mais rápida da atividade empresarial em mais de cinco anos. O movimento empurrou hipotecas populares acima de 7% e ecoou no Japão e em França.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA cruzaram o limiar psicológico de 5% na quinta-feira, 24 de setembro, enquanto os mercados elevavam a probabilidade de nova subida de juros da Reserva Federal no próximo mês, segundo a Reuters.
O que se moveu
Carmel Crimmins escreveu para a Reuters que, salvo o título a dois anos, os rendimentos dos Treasuries negociavam acima de 5%. O catalisador foram dados fortes de atividade empresarial nos EUA — a expansão mais rápida em mais de cinco anos e um salto nas novas encomendas. Os investidores passaram a apostar num novo aperto da Fed.
Habitação e efeito global
A subida do rendimento a 10 anos empurrou uma taxa hipotecária dos EUA muito seguida acima de 7%, pressionando a acessibilidade da habitação. No estrangeiro, os JGBs japoneses a 10 anos estavam num máximo de 30 anos. O rendimento francês a 10 anos atingiu o nível mais alto em mais de 18 anos, e a França pagava um prémio de 111 pontos base sobre a Alemanha.
SoftBank e financiamento da OpenAI
A SoftBank colocou um pacote recorde de obrigações lixo de cerca de 11,1 mil milhões de dólares equivalentes em dólares e euros para financiar a aposta na OpenAI, incluindo um título a 7,5 anos a 9,75%. O CDS a cinco anos da SoftBank alargou para mais de 400 pontos base, face a cerca de 280 em junho, segundo a Reuters.
Eco histórico
A Reuters notou que da última vez que o rendimento dos EUA a 10 anos ultrapassou 5%, o índice MSCI World reduziu-se aproximadamente para metade antes da crise financeira global — um precedente histórico, não uma previsão.
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