EUA sancionam o próprio Tribunal Penal Internacional; corte chama medida de "ataque ao Estado de direito"
O secretário de Estado Marco Rubio designou o TPI como instituição, bloqueando seus ativos nos EUA e proibindo a maioria das transações, com licença de 180 dias para que os Estados-membros negociem.
Os Estados Unidos impuseram na sexta-feira, 9 de outubro, sanções ao Tribunal Penal Internacional como instituição — uma grande escalada após medidas anteriores contra 17 de seus juízes e funcionários, informaram BBC, CBS e Al Jazeera.
O que a designação faz
- Bloqueia bens do TPI sob jurisdição americana e proíbe, em geral, empresas e pessoas dos EUA de lhe fornecer recursos, bens ou serviços, como bancários ou de software.
- O Tesouro emitiu licenças gerais temporárias: uma de 180 dias para manutenção das operações e outras para serviços de TI e nuvem, o plano de pensão do TPI e atividades relacionadas a detentos.
- O Departamento de Estado disse que o prazo de 180 dias visa dar aos Estados-partes tempo para mostrar “progresso significativo” sobre as preocupações dos EUA.
“Ou o TPI acaba com suas ameaças, ou nós acabamos com o TPI”, disse o secretário de Estado Marco Rubio, acrescentando que os EUA ainda esperam uma solução diplomática.
Resposta do tribunal
O TPI disse que as medidas visam intimidar quem coopera com ele, chamou-as de “ataque ao Estado de direito” e afirmou que “não será dissuadido”. Sua presidente, Tomoko Akane, disse que continuará atuando “com independência e imparcialidade” e pediu recursos aos 125 Estados-membros. A BBC descreveu o momento como possivelmente a crise mais grave nos 24 anos do tribunal.
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