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UE inclui quase 1.600 nomes da indústria bélica russa na maior ampliação de sanções de sua história

Os chanceleres da UE, reunidos em Luxemburgo, aprovaram a maior ampliação de uma só vez da lista de sanções contra a Rússia desde a invasão em grande escala, mirando estaleiros, empresas aeroespaciais e de eletrônicos e a cadeia de mísseis balísticos.

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira, 12 de outubro, quase 1.600 novas inclusões na lista de sanções contra o complexo militar-industrial russo — a maior ampliação de uma só vez das listas russas do bloco desde o início da invasão em grande escala, informaram o Kyiv Independent e a Al Jazeera.

Quem é atingido

As inclusões, acertadas em reunião em Luxemburgo, abrangem pessoas e empresas que vão de estaleiros e companhias de aviação a fabricantes de eletrônicos, oficinas de reparo de blindados e firmas aeroespaciais. Segundo a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, mais da metade está ligada à cadeia de produção de mísseis balísticos.

“Esta é a maior ampliação de uma só vez da nossa lista de sanções desde que a Rússia começou sua guerra”, disse Kallas. “Estamos tornando muito mais difícil, lento e caro para a Rússia produzir as armas que usa para matar ucranianos.”

Segundo o Kyiv Independent, com as novas inclusões o total de entradas russas nas listas da UE passa de cerca de 3.000 para mais de 4.500. As entidades parecem ter sido escolhidas por um critério amplo: direito a subsídios do Estado russo e designação oficial como parte do complexo militar-industrial.

O que as sanções significam

As sanções da UE congelam ativos dos alvos no bloco e proíbem transações com eles. Não está claro quantas das novas entidades faziam negócios na UE ou tinham ativos lá, mas um alto funcionário europeu disse ao Kyiv Independent que o efeito sobre o comércio com terceiros países não deve ser subestimado, já que empresas, sobretudo do Sudeste Asiático, não querem arriscar as relações com a UE.

Contexto

A decisão veio um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um “cessar-fogo energético” entre Rússia e Ucrânia que, segundo Kiev, Moscou já está violando. No Fórum de Segurança de Varsóvia, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, disse que a Rússia “não está interessada em cessar-fogo, desescalada ou paz” e que pedirá aos parceiros da UE que considerem sanções mais duras.

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