Estudo em Ontário: pacientes internados tratados por médicas tiveram menor mortalidade em 30 dias
Entre mais de 950 mil adultos internados em Ontário em 2008–2022, a mortalidade em 30 dias foi de 12,3% com médicas contra 13,7% com médicos; o estudo observacional não prova causa e efeito.
Pacientes internados por condições clínicas comuns em Ontário tiveram probabilidade um pouco menor de morrer ou ser readmitidos quando tratados por médicas, segundo estudo da Universidade de Toronto e do ICES publicado na JAMA Network Open e anunciado em 30 de outubro de 2026.
O estudo
- Dados populacionais de mais de 950 mil adultos internados em Ontário entre 2008 e 2022 por um de sete diagnósticos comuns, como infarto e pneumonia.
- Cerca de 259 mil foram tratados por médicas e cerca de 698 mil por médicos (pelo “médico mais responsável”); também se analisou quanto da internação foi coberto por médicas.
Resultados
- Mortalidade em 30 dias: 12,3% com médicas contra 13,7% com médicos.
- Readmissão: 18,6% contra 18,9% — diferença leve.
- Maior exposição a médicas na internação se associou a chances 7% menores de morrer em 30 dias; padrões semelhantes em 90 dias e um ano.
O comunicado da universidade cita explicações possíveis de estudos anteriores: médicas podem passar mais tempo com pacientes, comunicar-se de forma mais centrada no paciente e seguir mais as diretrizes — mas esses mecanismos não foram testados diretamente.
Limitações
Estudo observacional de uma única província canadense: mostra associação, não causalidade, e diferenças não medidas entre pacientes ou médicos (especialidade, carga de trabalho, experiência) podem explicar parte da diferença. As diferenças absolutas, sobretudo de readmissão, são pequenas. Texto baseado no comunicado da universidade; não se deve escolher o médico apenas pelo sexo.
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