Lesões infantis com bicicletas elétricas cresceram 33% por trimestre em hospitais pediátricos dos EUA e foram mais graves, aponta estudo no JAMA
Registros de 13.307 jovens pacientes em seis sistemas pediátricos mostram lesões com e-bikes e patinetes elétricos crescendo muito mais rápido que com bicicletas e patinetes comuns, com lesões cerebrais cerca de duas vezes mais frequentes.
Lesões com bicicletas e patinetes elétricos entre crianças e adolescentes nos EUA estão aumentando rapidamente e tendem a ser mais graves que as de veículos não motorizados, segundo estudo publicado no JAMA em 2 de novembro de 2026, liderado pela Stanford Medicine.
O estudo
Os pesquisadores usaram a PEDSnet, rede que reúne prontuários eletrônicos de grandes hospitais pediátricos, para analisar 13.307 pacientes menores de 18 anos atendidos em seis sistemas de saúde por lesões com e-bikes, bicicletas, patinetes elétricos, patinetes e skates entre 1º de janeiro de 2023 e 31 de março de 2026.
Resultados
- Lesões com e-bike cresceram 33% por trimestre e com patinete elétrico 15%, “substancialmente mais” que com bicicletas e patinetes comuns, disse o autor principal Alan Schroeder.
- Lesões graves: 8% com e-bike contra 4% com bicicleta; 5% com patinete elétrico contra 2% com patinete comum.
- Lesões cerebrais foram cerca de duas vezes mais comuns: 10% e 9% contra 5% e 4%.
- 17% das lesões com e-bike levaram a internação. Cerca de um quarto dessas lesões e quase metade das de patinete elétrico ocorreram em menores de 12 anos.
Os autores sugerem limites de idade, limitadores de velocidade invioláveis, capacetes adequados e educação no trânsito.
Limitações
É uma análise observacional de registros hospitalares: conta as crianças que chegaram a esses sistemas, não todas as lesões do país, e não mede quantas crianças usam cada veículo, logo não indica risco por viagem. Os códigos específicos para e-bike e patinete elétrico só existem desde 2022, e a codificação pode variar.
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