Balanço da temporada: por que Tim Blanks (BoF) diz que a independência definiu primavera-verão 2027
No balanço da temporada, Tim Blanks e Imran Amed defenderam que os melhores desfiles — de Simone Rocha e Erdem a Rick Owens, Prada e Chanel — vieram de estilistas que agiram por convicção, não por consenso.
Encerrado o mês de moda primavera-verão 2027, o editor-geral do The Business of Fashion, Tim Blanks, e o fundador Imran Amed apontaram no podcast de balanço (9 de outubro) o fio condutor: independência.
Destaques escolhidos
- Londres: Simone Rocha e Erdem fizeram o que Blanks chama de auges da carreira; Christopher Kane estreou na Mulberry, trazendo a marca de volta ao calendário londrino.
- Milão: Demna apresentou sua terceira coleção para a Gucci; Miuccia Prada e Raf Simons construíram o desfile da Prada quase todo em torno da saia.
- Paris: Anthony Vaccarello fez seu último desfile na Saint Laurent, centrado no dourado (a Kering confirmou sua saída em 9 de outubro); a Chanel de Matthieu Blazy também entrou na conversa.
A grande ideia
Numa indústria dominada por grandes grupos atrás de metas trimestrais, os apresentadores veem um renascimento de estilistas e pensamento independentes. Blanks descreveu a moda em sua melhor forma como uma “declaração individual e idiossincrática”, e Amed observou que lojas independentes buscam estilistas que ofereçam o que não se encontra em toda parte.
Nossa leitura: depois de uma temporada de estreias badaladas de diretores criativos nas grandes maisons, o balanço lembra que convicção pessoal ainda vende.
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