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Fundador da Mazarine eleva participação a 86% após saída do private equity e mira dobrar vendas

Paul-Emmanuel Reiffers concluiu em setembro a compra de LBO France, Mirabaud e FG Bros, elevando sua participação no grupo criativo de luxo a 86%. A Impala de Jacques Veyrat ficou com 9%; a gestão detém 5%. Receita em torno de 300 milhões de euros; prioridade de crescimento: EUA.

O grupo parisiense de criatividade e comunicação de luxo Mazarine fechou uma reorganização acionária que deixa o fundador e CEO Paul-Emmanuel Reiffers com 86% da empresa, encerrando cerca de 15 anos de apoio de private equity, informou com exclusividade a WWD em 19 de outubro.

Saída de LBO France, Mirabaud e FG Bros

O negócio, concluído em setembro de 2026, comprou as participações de LBO France, Mirabaud Private Equity e FG Bros, que apoiaram Reiffers quando ele recuperou a maioria de 54% em 2022. O escritório White & Case disse que ele exerceu uma opção de recompra para reforçar a independência estratégica e de governança; a operação contou com refinanciamento bancário. Os termos financeiros não foram divulgados.

Jacques Veyrat entrou como investidor minoritário pela holding Impala com 9%. Diretores-gerentes e funcionários detêm coletivamente 5%. Representantes da empresa situam a receita anual em cerca de 300 milhões de euros, com cerca de 500 funcionários no mundo em comunicação de luxo, serviços criativos, eventos, mídia, arte e produção cultural.

Metas de crescimento e mercados

Reiffers disse à WWD que não prepara uma venda: quer uma empresa criativa para 30 anos ou mais, e observou que os filhos Boniface e Stanislas já trabalham com ele em Paris e Nova York. Mira dobrar a receita em cinco anos. Cerca de 75% do negócio ainda vem da França; o restante, EUA, China e Oriente Médio.

A receita nos EUA triplicou em três anos para cerca de US$ 70 milhões, disse ele, com clientes como Tiffany & Co. além de Nike e Apple. A Itália é outro foco: a Mazarine já trabalha com Gucci e Loro Piana e planeja um escritório em Milão em 2027, com base em projetos em Veneza ligados à Bienal. A China é vista como possível mercado de aquisição; planos no Oriente Médio foram retardados pelo conflito regional.

A diversificação recente inclui a compra anterior do produtor de exposições Arter e, em junho, a firma de RP londrina Bacchus. O grupo também edita a revista Numéro e desenvolveu IA generativa interna para experiências personalizadas. Reiffers enquadra a desaceleração do luxo como uma pausa favorável à diversificação, não um colapso estrutural—em linha com sua aposta no controle fundador de longo prazo.

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