Vendas semestrais da Mulberry sobem 18% com novas malas e menos descontos
A fabricante britânica de malas disse que as vendas cresceram 18% nos seis meses até 26 de setembro, com alta de 28% nos EUA, e as ações chegaram a subir 7,4% em 19 de outubro.
A marca britânica de marroquinaria de luxo Mulberry informou na segunda-feira, 19 de outubro, que as vendas do grupo cresceram 18% em termos anuais nas 26 semanas até 26 de setembro, à medida que a reestruturação do CEO Andrea Baldo começa a dar resultados, segundo a Sharecast e a BoF.
De onde veio o crescimento
- EUA: vendas +28%, com o digital, o lançamento no Bloomingdale’s Marketplace e maior presença grossista.
- Europa: +23%; Reino Unido: +10%; Ásia-Pacífico: +5%.
- Franquias e grossista: receitas +52%.
Os novos modelos Raffia, Crochet, Stevie e Darley Camera venderam particularmente bem, a par dos icónicos Bayswater e Lily, segundo a empresa, que destacou também a atenção gerada pelo desfile Mulberry by Christopher Kane na Semana da Moda de Londres.
Preço cheio importa
A Mulberry resistiu aos descontos: excluindo remarcações, as vendas promocionais representaram uma fatia 300 pontos-base menor do que um ano antes. “O crescimento das vendas a preço cheio é particularmente encorajador”, disse Baldo, alertando, porém, que a empresa opera “num ambiente comercial desafiante”.
As ações chegaram a subir 7,4%, para 246 pence, na manhã de segunda-feira. Susannah Streeter, da Wealth Club, disse que a Mulberry “parece ter reconquistado o seu lugar no pelotão da moda” e que o desafio é fazer com que os produtos “voltem a valer o preço cheio”.
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