Vendas da Puma caem 6,3%, mas empresa reduz faixa de prejuízo para 2026 com Anta como maior acionista
A marca esportiva alemã cortou estoques em 24% e cresceu dois dígitos na Ásia-Pacífico, enquanto as vendas na América do Norte caíram 17%.
A fabricante alemã de artigos esportivos Puma registrou nova queda nas vendas do terceiro trimestre, mas estreitou sua previsão de prejuízo anual, nos primeiros resultados desde que a chinesa Anta Sports se tornou sua maior acionista.
O trimestre (dados da empresa)
- As vendas caíram 6,3% em moeda constante (5,0% em euros), para € 1,78 bilhão, ligeiramente acima do esperado pelos analistas, segundo a Reuters.
- A América do Norte recuou 17,2% e a região EMEA 11,5%, pela limpeza de negócios de massa de baixa qualidade e, segundo a empresa, pelo conflito no Oriente Médio pesando na demanda. A Ásia-Pacífico cresceu 10,0%, puxada por tênis de perfil baixo como o Speedcat.
- A margem bruta subiu cerca de 4,2 pontos, para 49,5%, com ajuda de € 29,8 milhões em reembolsos de tarifas nos EUA.
- O resultado operacional (EBIT) foi de −€ 11,4 milhões; o prejuízo das operações continuadas, de € 54,9 milhões.
- Os estoques caíram 24,3% e o fluxo de caixa livre ficou positivo em € 92 milhões.
Perspectivas
A Puma agora espera prejuízo operacional de € 80 a 130 milhões em 2026 (antes, € 50 a 150 milhões) e mantém queda de vendas de um dígito baixo a médio. O CEO Arthur Hoeld chamou 2026 de “ano de transição”. Os representantes da Anta Dennis Tao e Jeanne Huang entraram no conselho de supervisão em 21 de outubro, com Tao eleito presidente.
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