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Health Notícia

Sensores de glicose dão a doentes com diabetes tipo 2 sem insulina cerca de cinco horas a mais por dia no alvo, conclui ensaio no NEJM

Num ensaio aleatorizado de 26 semanas com 283 adultos seguidos em 22 consultórios de cuidados primários dos EUA, pessoas com diabetes tipo 2 que não usam insulina passaram cerca de cinco horas a mais por dia no intervalo-alvo de glicose com monitores contínuos do que com os cuidados habituais.

Um ensaio clínico aleatorizado e controlado publicado no New England Journal of Medicine sugere que os monitores contínuos de glicose (MCG) podem ajudar pessoas com diabetes tipo 2 que não usam insulina — um grupo numeroso para o qual as orientações se baseavam até agora em evidência mais fraca.

O estudo

  • 283 adultos de 22 consultórios de cuidados primários dos EUA foram acompanhados durante 26 semanas; os participantes foram distribuídos aleatoriamente para usar um MCG ou receber os cuidados habituais.
  • Os utilizadores de MCG passaram cerca de cinco horas a mais por dia dentro do intervalo-alvo de glicose.
  • A sua HbA1c (glicose média de cerca de três meses) melhorou 0,9 pontos percentuais a mais do que no grupo de comparação, diferença que os autores consideram clinicamente relevante.
  • Quase o dobro dos utilizadores de MCG atingiu uma HbA1c abaixo de 7%, um objetivo comum de tratamento.
  • A equipa da Universidade do Colorado Anschutz, liderada pela médica de família Tamara Oser, descreve-o como o primeiro grande ensaio multicêntrico aleatorizado de MCG nesta população.

Porque importa

Estima-se que cerca de 20 milhões de adultos nos EUA tenham diabetes tipo 2 e não usem insulina. As normas da Associação Americana de Diabetes dão o nível máximo de evidência (A) ao MCG em quem usa insulina, mas apenas o nível C a quem não usa. Os autores esperam que os resultados reforcem as orientações e a cobertura dos seguros.

Limitações

O ensaio durou seis meses, pelo que não mostra se melhores valores de glicose se traduzem em menos complicações cardíacas, renais ou oculares ao longo dos anos. Foi feito em cuidados primários nos EUA e os resultados podem diferir noutros locais ou sem o apoio que os participantes receberam. O custo e a comparticipação dos sensores continuam a ser obstáculos práticos. Pessoas com diabetes devem falar sobre o MCG com o seu médico.

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