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Health Notícia

Anticorpo anti-IL-33 tozorakimab reduziu crises de DPOC em cerca de 30% em dois ensaios de fase 3, inclusive em pacientes com eosinófilos baixos

No OBERON e no TITANIA (2.306 pacientes), tozorakimab mensal somado à terapia inalatória reduziu exacerbações moderadas ou graves em 29% e 34% entre ex-fumantes; a decisão da FDA é esperada no primeiro trimestre de 2027.

As crises (exacerbações) da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) prejudicam a função pulmonar e a qualidade de vida e podem levar a internação ou morte. Os dois biológicos aprovados para DPOC (dupilumabe e mepolizumabe) se limitam a pacientes com eosinófilos altos no sangue. O tozorakimab, anticorpo experimental da AstraZeneca que bloqueia a interleucina-33 (IL-33), age por outra via. Os ensaios gêmeos de fase 3 OBERON e TITANIA saem na edição impressa do NEJM de 29 de outubro de 2026 (publicados on-line em 8 de setembro, no congresso da ERS).

Os ensaios

  • Dois ensaios idênticos, duplo-cegos e controlados por placebo, com 2.306 adultos cuja DPOC seguia com crises apesar de terapia inalatória estável (principalmente tripla).
  • Tozorakimab 300 mg subcutâneo a cada 4 semanas ou placebo por 52 semanas, além do tratamento habitual. Fumantes atuais limitados a 25%.

Resultados

  • Desfecho principal (ex-fumantes): exacerbações moderadas ou graves caíram 29% (OBERON) e 34% (TITANIA) em relação ao placebo.
  • Todos os pacientes: quedas de 30% e 29%.
  • Análise conjunta: 23% com eosinófilos abaixo de 150 células/µL, 34% com 150 ou mais e 43% com 300 ou mais.
  • Eventos adversos e graves semelhantes ao placebo; reações no local da injeção foram mais comuns.

Limitações

Os ensaios foram patrocinados pela fabricante, a AstraZeneca, e duraram um ano, então a segurança a longo prazo é desconhecida. Eventos cardiovasculares graves e mortes foram raros, mas numericamente mais frequentes com tozorakimab nos dados conjuntos, o que os pesquisadores atribuíram em parte a pouquíssimos eventos no grupo placebo — isso precisa ser acompanhado. O medicamento ainda não foi aprovado; a FDA o analisa com decisão esperada no 1º trimestre de 2027. Converse com seu médico sobre o tratamento da DPOC.

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