Metanálise: mastectomia preventiva ligada a menor mortalidade em portadoras de BRCA1/2 do que só o rastreamento
Uma metanálise em rede de 5 estudos observacionais com 7.937 mulheres associou a mastectomia redutora de risco a menor mortalidade por todas as causas do que o rastreamento por ressonância ou mamografia, além do efeito da retirada dos ovários.
Mulheres com variantes nocivas nos genes BRCA1 ou BRCA2 têm alto risco de câncer de mama e de ovário ao longo da vida. Em geral, recebem a opção de rastreamento intensivo ou cirurgia preventiva — retirada das mamas (mastectomia redutora de risco, RRM) e/ou dos ovários e trompas (RRSO). Um estudo na JAMA Network Open, publicado em 30 de outubro de 2026, avaliou se a mastectomia em si melhora a sobrevida.
O estudo
- Uma metanálise em rede de 5 estudos observacionais com 7.937 mulheres portadoras de variantes patogênicas em BRCA1/2.
- Comparou a RRM com o rastreamento por ressonância magnética ou mamografia, tentando separar o efeito da mastectomia do da RRSO.
Resultados
- A RRM foi associada a redução significativa da mortalidade por todas as causas em comparação com o rastreamento.
- Os autores concluem que a RRM pode trazer benefício de sobrevida além do atribuível à retirada dos ovários e deve continuar central no aconselhamento individualizado.
Limitações
Todos os estudos eram observacionais, então quem optou pela cirurgia pode diferir de quem optou pelo rastreamento (idade, saúde, acesso a cuidados); houve apenas cinco estudos; e a metanálise em rede depende de comparações indiretas. Este resumo se baseia no comunicado da revista, que não detalha o tamanho do efeito. A cirurgia preventiva é uma decisão pessoal importante — converse com um aconselhador genético e seus médicos.
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