FDA dá aprovação plena ao Keytruda para tumores sólidos com TMB alta, mas eleva o limiar
A indicação agnóstica de tumor passa a exigir pelo menos 13 mutações por megabase em vez de 10, pois o benefício não foi confirmado entre 10 e 13. Em 220 pacientes, a taxa de resposta foi de 36%.
A FDA dos EUA converteu a aprovação acelerada do Keytruda (pembrolizumabe) da Merck, e de sua versão subcutânea Keytruda Qlex, para tumores sólidos com alta carga mutacional tumoral (TMB-H) em aprovação tradicional (plena) — mas para um grupo menor. A decisão é datada de 16 de outubro de 2026; a FDA a publicou em 22 de outubro.
O que mudou
- A indicação abrange adultos e crianças com tumores sólidos TMB-H irressecáveis ou metastáticos que progrediram após tratamento prévio e sem alternativas satisfatórias.
- A TMB-H passa a ser definida como pelo menos 13 mutações por megabase (mut/Mb), medida por teste autorizado pela FDA. A aprovação acelerada de 2020 usava o limiar de 10 mut/Mb.
- A FDA diz que a eficácia para aprovação plena não foi confirmada em pacientes com TMB de 10 a menos de 13 mut/Mb.
As evidências
A eficácia veio de 220 pacientes com TMB de pelo menos 13 mut/Mb no estudo KEYNOTE-158: 145 incluídos prospectivamente na Coorte M e 75 identificados em análise retrospectiva planejada das Coortes A–J. A taxa de resposta objetiva foi de 36%, e 58% dos que responderam mantiveram a resposta por pelo menos 12 meses.
Limitações
O KEYNOTE-158 é um estudo de braço único, sem grupo controle; os desfechos principais foram resposta tumoral e sua duração, não sobrevida global. Parte dos dados vem de análise retrospectiva. Pacientes com TMB entre 10 e 13 mut/Mb deixam de estar cobertos pela indicação. Como observa a GenomeWeb, a medida endurece um biomarcador usado para selecionar pacientes para uma terapia agnóstica de tumor. Os pacientes devem conversar sobre testes e tratamento com seu oncologista.
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