Regras EmpCo da UE proíbem a partir de 27 de setembro alegações verdes sem prova na moda
A Diretiva de Empoderamento dos Consumidores para a Transição Verde aplica-se a partir de 27 de setembro de 2026 a todas as marcas que vendem na UE. Alegações de sustentabilidade exigem evidência de terceiros; neutralidade de carbono via offsets está na lista negra. Estudo da Comissão Europeia de 2020: 53,3% das alegações ambientais infundadas.
As novas regras da UE contra o greenwashing aplicam-se a partir de 27 de setembro de 2026 a todas as marcas que vendem na UE, incluindo a moda, noticiou a Vogue Business.
O que a EmpCo exige
A Diretiva de Empoderamento dos Consumidores para a Transição Verde (EmpCo) exige que as alegações de sustentabilidade assentes em evidência de terceiros, como certificação ou um selo apoiado pelo Estado. Alegações de neutralidade de carbono baseadas em offsets estão na lista negra. As regras também cobrem alegações sobre características sociais.
Porque os reguladores agiram
Um estudo da Comissão Europeia de 2020 concluiu que 53,3% das alegações ambientais eram infundadas e 40% não estavam substanciadas. Entre precedentes na moda, a Vogue cita o escrutínio da Conscious Collection da H&M e multas à Shein — 40 milhões de euros em França e 1 milhão em Itália.
Aviso de especialistas e “greenhushing”
Especialistas como Andreas Rasche (Copenhagen Business School), Alexandra Mihailescu Chicon (RepRisk) e Sandra Capponi (Good On You) alertaram para o risco de cumprimento e para o “greenhushing” — marcas que falam menos de sustentabilidade para evitar escrutínio —, segundo a Vogue Business.
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