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Health Notícia

Variante comum do CD36 pode ser a principal causa genética de cardiomiopatia dilatada em pessoas de ascendência africana, sugere estudo no JAMA

Um estudo genético liderado pela Cleveland Clinic com 82.623 pessoas de ascendência africana estima que uma variante do CD36, presente em cerca de 17% desta população, explica cerca de 9% dos casos de cardiomiopatia dilatada — mais do que o gene TTN —, mas não consta dos painéis de teste padrão.

Um estudo de associação genética publicado no JAMA e liderado pela Cleveland Clinic sugere que uma variante comum do gene CD36 pode ser o principal fator genético conhecido da cardiomiopatia dilatada (CMD) — enfraquecimento e dilatação do músculo cardíaco, causa importante de insuficiência cardíaca e de transplantes de coração — em pessoas de ascendência africana.

O estudo

  • Foram analisadas 82.623 pessoas de ascendência africana de quatro bases de dados dos EUA; a idade média era de 53 anos e 1.625 tinham CMD.
  • A variante do CD36 está presente em cerca de 17% das pessoas de ascendência africana e praticamente ausente nas de ascendência europeia.
  • Cerca de 1% tinha duas cópias; estas pessoas tinham aproximadamente cinco vezes mais probabilidade de CMD do que os não portadores.
  • Estima-se que a variante explique cerca de 9% dos casos de CMD nesta população, contra cerca de 4% das variantes do gene TTN, há muito considerado a causa genética mais comum.
  • Participaram o Broad Institute, a Universidade da Pensilvânia, o Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA e a Universidade Estadual de Ohio.

Porque importa

A variante não faz parte dos painéis genéticos padrão de cardiomiopatia. «O fator genético que mais importa para esta doença nesta população é um que os hospitais de todo o país não estão a testar», disse o autor sénior Krishna Aragam. A Cleveland Clinic planeia incluí-la nos seus testes.

Limitações

Trata-se de um estudo observacional de associação genética: liga a variante a maior probabilidade de CMD, mas não demonstra por si só o mecanismo, e a proporção de casos atribuída é uma estimativa estatística em coortes dos EUA que pode diferir noutros locais. A maioria dos portadores no estudo não tinha CMD. Os detalhes vêm do comunicado da instituição. Quem tiver preocupações com insuficiência cardíaca ou antecedentes familiares deve falar com o seu médico.

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