Droga experimental de células T invika conteve tumores resistentes à imunoterapia na maioria dos pacientes na dose ideal
Num ensaio inicial publicado na Nature Medicine, o invikafusp alfa impediu a progressão da doença em 16 de 27 pacientes tratados na dose ideal e reduziu tumores em quatro. O estudo foi pequeno e sem grupo de controle.
Um ensaio clínico inicial da droga experimental invikafusp alfa (“invika”), publicado em 23 de outubro de 2026 na Nature Medicine, sugere que ela pode ajudar a controlar tumores sólidos que já não respondem à imunoterapia padrão. O estudo foi liderado por pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH), do Mass General Brigham e do Memorial Sloan Kettering.
Como funciona
O invika é um “agonista duplo de células T” biespecífico: segundo os NIH, foi desenhado para estimular seletivamente o subgrupo de células T que combate tumores, em vez de ativar o sistema imunológico de forma ampla.
Resultados
- Dos 27 participantes tratados na dose ideal no ensaio de fase 1/2 START-001, a doença não progrediu em 16 (59,3%).
- Em quatro (14,8%), os tumores-alvo encolheram mais de 30%. Dois tinham câncer colorretal metastático de um tipo notoriamente resistente e recebiam o invika como sétima linha de tratamento; outro tinha câncer de pulmão de não pequenas células em estágio 4.
- Nas doses ideais, a droga foi bem tolerada, dizem os NIH. Em doses não ideais, não houve benefício claro.
Limitações
Trata-se de um estudo pequeno, de fase inicial e sem grupo de controle randomizado, voltado sobretudo a encontrar uma dose segura e buscar sinais de atividade. Não mostra se o invika prolonga a sobrevida nem como se compara a outros tratamentos; são necessários ensaios randomizados maiores. Pacientes devem discutir opções de ensaios com seu oncologista.
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