Do 'hype' à 'escassez genuína': marcas apostam em limites em que o cliente acredita
A The Business of Fashion relata que marcas como a New Balance têm sucesso com produtos escassos por limites reais — materiais raros ou trabalho manual lento — enquanto os consumidores se cansam de lançamentos feitos para esgotar.
Os lançamentos limitados impulsionam a procura na moda há anos, mas os consumidores desconfiam cada vez mais da escassez criada só para gerar hype, informa a The Business of Fashion.
O exemplo da New Balance
Em setembro, a New Balance lançou duas versões colaborativas do 991v1. A edição com a marca de Copenhaga Mfpen limitou-se a 90 pares, feitos à mão com sobras de couro cinzento-escuro e malha da fábrica de Flimby, no Reino Unido. Uma semana depois, a versão com a joalheira londrina Bleue Burnham ficou em 240 pares, cada um costurado à mão com fios coloridos.
Chris Davis, diretor de marketing da New Balance, chama-lhe “escassez genuína”: o stock é limitado pelos materiais e pelo artesanato, não por estratégia. “Tudo se resume à ideia de que é feito para durar”, disse à BoF.
O hype não vai desaparecer
A BoF cita um inquérito com a McKinsey em que 45% dos clientes de luxo nos EUA apontaram o acesso antecipado e os lançamentos limitados como fatores de exclusividade. Mas as marcas que abusam da escassez artificial arriscam perder a confiança dos clientes.
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